Conteúdo revisado por Dr. Bruno Almeida — CRM-SP 145.855 | RQE 55.425
O que é a retinopatia diabética?
A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que afeta a retina, a camada do fundo
do olho responsável por captar a luz e formar as imagens. O açúcar elevado no sangue, com o
tempo, danifica os pequenos vasos sanguíneos da retina. Esses vasos podem vazar líquido,
inchar ou, em fases mais avançadas, formar vasos novos e frágeis que sangram com facilidade.
O que torna essa doença traiçoeira é o começo silencioso. Muitas pessoas com diabetes
enxergam bem por anos e só descobrem a retinopatia no exame de rotina. Quando a visão
começa a mudar, a doença já pode estar avançada. Por isso o exame de fundo de olho é
recomendado mesmo sem sintomas.
Nem todo diabético desenvolve retinopatia, e o risco depende muito do controle da glicemia,
do tempo de diabetes e de fatores como pressão alta, colesterol e gravidez.
Como o diabetes afeta a retina
O diabetes mexe com a circulação do corpo inteiro, e o olho não fica de fora. Na retina, os
vasos mais finos são os primeiros a sentir o efeito do açúcar alto. Com o passar dos anos,
podem aparecer microaneurismas, pequenos pontos de sangramento, áreas com falta de
circulação e acúmulo de líquido no centro da visão, a mácula.
Quando o líquido se acumula na mácula, a condição recebe o nome de edema macular
diabético, e é uma das principais causas de perda de visão nessas pessoas. Já a formação de
vasos novos e frágeis caracteriza a retinopatia proliferativa, a fase mais avançada e de
maior risco.
Sinais de alerta
Nos estágios iniciais não costuma haver sintoma. Quando eles aparecem, podem incluir:
- Visão embaçada ou que muda de um dia para o outro
- Manchas escuras ou pontos flutuantes no campo de visão
- Dificuldade para enxergar à noite
- Perda súbita de visão, que exige atendimento imediato
Alterações assim merecem uma consulta, mesmo que passem sozinhas. Sinais súbitos, como
uma cortina escura ou perda rápida da visão, pedem atendimento de urgência.
Quem precisa de acompanhamento
Todo diabético, independentemente do tipo, precisa do exame de fundo de olho regular. A
recomendação habitual é começar o acompanhamento logo após o diagnóstico e repetir pelo
menos uma vez por ano. Mulheres com diabetes que planejam engravidar devem fazer a
avaliação antes da gestação, porque a gravidez pode acelerar a retinopatia.
O que ajuda a prevenir
O controle do diabetes é o pilar. Manter a glicemia, a pressão e o colesterol dentro das
metas, com alimentação equilibrada e atividade física regular, reduz de forma importante o
risco de a retinopatia aparecer ou avançar. O acompanhamento oftalmológico regular
complementa esse cuidado, porque permite tratar cedo o que ainda não dá sintoma.